sábado, 13 de junho de 2009
Solitary Ground
(Solitary Ground)
Terra Solitária
Vivendo em lugares diferentes
Escapando para vários lugares
Minha bússola quebrou
Estou perdendo o caminho
Uma loucura constante me desviou do caminho
Meu passado sussurra descendo em meu pescoço
E parece que agora tudo o que posso fazer é
Voltar aos primórdios quando tudo estava adiante
Uma ilusão passageira
Agora me flagela alternativamente
Em mim ainda há um lugar que me completa
Uma santidade aqui que eu chamo de lar
Eu corro para onde o inverno desce
Se eu tentar, posso encontrar terra firme
Eu sigo caminhos ardilosos
Oh, parece que eles estavam escritos em pedra
E a porta para uma nova vida
Está se fechando tão rápido
Queimar as pontes
Não me trará de volta
Eu sei que em mim
Ainda há um lugar que me completa
Uma santidade aqui que eu chamo de lar
Eu corro para onde o inverno desce
Se eu tentar, posso encontrar terra firme
Ou estou apenas perdendo tempo?
segunda-feira, 23 de julho de 2007
O Ultra-Romantismo

Para que possamos falar do Ultra-Romantismo, precisamos primeiro entender seu estilo maior, o Romantismo. A principal característica do Romantismo em seus três períodos é o sentimentalismo; a supervalorização das emoções pessoais: nesse estilo é o interior humano que conta, o subjetivismo. À medida que a busca dos valores pessoais se intensifica (como o culto do individualismo), perde-se a consciência do coletivo social. A excessiva valorização do "eu" gera o egocentrismo: o ego como centro do universo. Evidentemente, surge aí um choque entre a realidade objetiva e o mundo interior do poeta. A derrota inevitável do ego produz um estado de frustração e tédio, que conduz à evasão romântica. Seguem-se constantes e múltiplas fugas da realidade: o álcool, o ópio, os prostíbulos, a saudade da infância, as constantes idealizações da sociedade, do amor, da mulher. O romântico foge no tempo e no espaço. No entanto, essas fugas têm ida e volta, exceção feita à maior de todas as fugas românticas: a morte.
Houve uma sensível mudança no comportamento dos autores românticos: há algumas semelhanças entre os autores de um mesmo período, mas a comparação entre os primeiros e os últimos representantes, revela profundas diferenças. No Brasil, por exemplo, há uma distância considerável entre a poesia de Gonçalves Dias (primeira geração - Indianista ou Nacionalista), de Álvares de Azevedo (segunda geração - Ultra-Romantismo) e de Castro Alves (terceira geração - Condoreira). Por isso há a necessidade de se dividir o Romantismo em gerações.
A Segunda Geração da Poesia Romântica
"No Brasil, ultra-românticos foram os poetas-estudantes, quase todos falecidos na segunda adolescência, membros de rodas boêmias, dilacerados entre um erotismo lânguido e o sarcasmo obsceno. Os que dobraram a casa dos vinte e cinco acumularam os fracassos profissionais e os rasgos de instabilidade, confirmando a índole desajustada desses 'poetas da dúvida', a que faltam por completo a afirmatividade dos românticos indianistas e a combatividade dos condoreiros."
(José Guilherme Merquior)
Esta segunda geração da poesia romântica brasileira é marcada pela falência dos ideais nacionalistas utópicos dos nossos primeiros românticos. A oclusão do sujeito em si próprio é detectável por um fenômeno bem conhecido: o devaneio, o erotismo difuso e obsessivo, a melancolia, o tédio, o namoro com a imagem da morte na figura feminina, a depressão, a auto-ironia masoquista: desfigurações de um desejo de viver que não almejou sair do labirinto onde se aliena o jovem crescido e em fase de estagnação.
Enquanto o homem busca um espaço social, muitas vezes iludido quanto às possibilidades concretas de atingi-lo, o ultra-romântico afasta-se; opta pela fantasia ao invés da realidade, entrega-se aos seus próprios fantasmas, oculta-se do mundo passando a ser ele mesmo o seu mundo. Assim o poeta sente-se liberto dos condicionamentos e feridas ao tentar adaptar-se. Entretanto, esta atitude o escraviza quando levado ao extremo: negar a vida conduz ao delírio da morte, ao excessivo egocentrismo, à nostalgia de um passado medieval, desta vez idealizado, mais nobre, menos embrutecedor. Segue-se as ilusões deste passado, o seu culto, do qual resultam mais demônios do que anjos. O poeta consumido por suas próprias idéias, torna-se "fantasma" ao invés de "eleito", transforma-se em "suicida vitimado" pela necessidade de uma vida melhor, uma vida maior, que, no entanto, não consegue conquistar.
O chamado "mal-do-século" foi difundido no Ultra-Romantismo. Cultivado na Universidade do Largo São Francisco, retrata reuniões regadas a vinho e éter geralmente em repúblicas e cemitérios.
Influenciado pelas obras de Lord Byron, Álvares de Azevedo foi o maior representante da Segunda Geração Romântica. Sua prosa apresenta o noturno, o aventuresco, o macabro, o satânico, o incestuoso, os elementos do romantismo maldito. Abrangem o amor e a morte sob uma perspectiva exacerbadamente egocêntrica.
Ao lado de Álvares de Azevedo, três outros autores destacam-se na segunda geração da poesia romântica brasileira: Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Junqueira Freire. As obras literárias de cada poeta e de seus períodos respectivos, apresentam entre si uma característica comum: o medo de amar. Esse temor é, em essência, o medo de macular a virgem, de entregar-se ao prazer carnal e, assim, destruir o próprio amor que, na visão deles, passa a ser sinônimo de impureza e pecado.
Baixe Aqui Algumas Obras
Allan Poe:A Máscara da Morte Escarlate
Álvares de Azevedo:Macário
Ann Radcliffe:The Castles of Athlin and Dunbayne - Original em inglês
Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos:Poemas Esquecidos
Afonso Henrique da Costa Guimarães:Poemas de Alphonsus de Guimaraens
Bernardo Joaquim da Silva Guimarães:A Dança dos Ossos , A Escrava Isaura
Casimiro José Marques de Abreu:Obras de Casimiro de Abreu - Vol. I - Conjunto de obras clássicas do autor, como o conto Carolina e o poema Meus oito anos
João da Cruz e Sousa:Emparedado
Luís Nicolau Fagundes Varela :Poemas - Fagundes Varela
Florbela Espanca:Em busca de um novo rumo
Franz Kafka :A Metamorfose
Horace Walpole:O Castelo de Otranto (Espanhol)
Johann Wolfgang von Goethe:Os sofrimentos do jovem Werther
George Gordon Noel Byron , Lord byron:O Enterro
Howard Phillips Lovecraf:A Casa Abandonada
Manuel Maria Barbosa du Bocage:Poesias eróticas, burlescas e satíricas
Oscar Fingall O'Flahertie Wills Wilde :O Fantasma de Canterville
William Blake:Provérbios do Inferno
quarta-feira, 27 de junho de 2007
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